Esta ponte não se curva
ante o império do rio.
São braços, varandas de ferro,
que em seu passeio se erguem...
De longe,
a ausência do arco
une um lado a outro lado -
trança de espelhos
que no espaço se inscreve.
Grade que guarda o passado,
gaiola aberta
peneirando a paisagem,
da rua Nova à Imperatriz,
a menor distância é a sua passagem.
Ponte do rio,
das gentes, dos carros,
da visão de imensas flores:
arte de um céu que nos invade.
Weydson Barros Leal
